Com a explosão do pickleball no mundo todo, muitos tenistas têm olhado com curiosidade – e até entusiasmo – para essa modalidade que mistura elementos do tênis, do pingue-pongue e do badminton. Mas será que a transição é fácil? Quais são os principais desafios e como um tenista pode se adaptar com sucesso ao pickleball?
Se você já empunhou uma raquete de tênis, saiba que tem uma grande vantagem inicial. Mas atenção: o pickleball tem suas peculiaridades, e ignorá-las pode atrasar (e até frustrar) a sua evolução no jogo. Veja a seguir as melhores formas de fazer essa adaptação com inteligência e eficiência.
1. Comece com a mente aberta
O primeiro passo é entender que pickleball não é tênis em miniatura. Apesar de algumas semelhanças, as estratégias, movimentos e ritmo do jogo são diferentes. Muitos tenistas experientes entram em quadra achando que dominarão o pickleball apenas com sua bagagem prévia – e isso pode gerar frustração.
Dica de ouro: encare o pickleball como uma nova modalidade. Isso não significa esquecer tudo o que você sabe, mas sim estar disposto a aprender.
2. Ajuste sua técnica de golpes
A maior mudança é na forma de bater na bola. O pickleball exige mais controle e menos força. A raquete é menor, mais rígida e não tem cordas, o que reduz o efeito e a velocidade dos golpes.
- O forehand e o backhand precisam ser mais compactos.
- A maneira de fazer voleios é muito mais suave – muitas vezes com um movimento de "bloqueio", e não de "batida".
- O smash é importante, mas raramente é decisivo como no tênis, já que a quadra é pequena e os oponentes estão próximos
3. Domine a zona de não-voleio ("cozinha")
Essa talvez seja a maior diferença tática. A "cozinha" (zona próxima à rede onde o voleio é proibido) exige posicionamento cuidadoso e toques sutis na bola – especialmente o chamado dink, uma bola curta jogada com precisão milimétrica.
Para o tenista, essa é uma mudança de paradigma: no tênis, o objetivo é tirar o adversário da quadra com potência. No pickleball, muitas vezes o objetivo é entrar num rally lento de dinks e esperar o erro ou a bola alta do oponente.
4. Jogue duplas (muitas duplas!)
O jogo de duplas é predominante no pickleball. A coordenação com o parceiro, a comunicação e o posicionamento em equipe são fundamentais.
Tenistas acostumados a jogar simples podem estranhar no começo, mas com prática, entenderão que o jogo de duplas no pickleball é estrategicamente riquíssimo.
5. Trabalhe seu jogo de pés
O deslocamento no pickleball é mais curto, mas mais constante. O segredo está na movimentação lateral e no controle do centro de gravidade, para reagir rapidamente aos dinks, lobs e bolas rápidas.
Diferente do tênis, onde se cobre uma área grande, no pickleball os passos são curtos e contínuos, especialmente quando se joga na linha da cozinha.
6. Jogue com jogadores mais experientes
Nada substitui a experiência de estar em quadra. Jogue com pessoas que já têm domínio do jogo. Observe, pergunte, experimente. Os jogadores mais experientes podem acelerar seu aprendizado, corrigir vícios do tênis e mostrar os segredos da modalidade.
Minha opinião:
Não é sobre "desaprender", é sobre "reaprender"
O tênis te dá uma ótima base física e de leitura de jogo. Mas o pickleball vai exigir que você reaprenda a jogar com leveza, paciência e precisão.
A boa notícia é: os tenistas geralmente evoluem rápido, desde que estejam abertos para as mudanças. E mais do que isso – muitos acabam se apaixonando pelo pickleball por seu ritmo dinâmico, social e divertido.
Então, se você é tenista e está de olho nessa nova onda, pegue uma raquete, vá para a quadra e mergulhe de cabeça. O pickleball pode ser o próximo grande amor da sua vida esportiva (o meu foi!!!!).
